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Trimestre de maio a julho de 2026 indica tendência de chuvas acima da média na região
O El Niño-Oscilação Sul (ENOS) é um dos principais fenômenos que influenciam o clima global. Ele ocorre devido a mudanças na temperatura das águas do Oceano Pacífico e na circulação atmosférica, sendo composto por três fases: El Niño, marcado pelo aquecimento das águas; La Niña, caracterizado pelo resfriamento das águas; e neutralidade, que é quando não há atuação de qualquer dos dois fenômenos.
No Brasil, uma das regiões mais impactadas pela atuação do ENOS é o Rio Grande do Sul, pois o fenômeno potencializa o transporte de umidade (oriunda da região amazônica) para o estado, o que sustenta sistemas de baixa pressão sobre a região, resultando em tempestades e inundações.
As mais recentes previsões do Centro de Previsão Climática (CPC) da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA) emitidas no dia 20 de abril indicam aumento da probabilidade de formação do fenômeno El Niño ao longo de 2026. Atualmente, o Pacífico equatorial (mais especificamente, a região do Niño 3.4) encontra-se em condição de neutralidade, após o enfraquecimento da La Niña. No entanto, dados recentes apontam aquecimento gradual das águas do Pacífico, sinalizando uma possível transição para El Niño nos próximos meses.
De acordo com as projeções mais atualizadas, há cerca de 80% de chance de manutenção da neutralidade até o fim do primeiro semestre. A partir do trimestre maio–junho–julho, a probabilidade de formação do El Niño supera 60%, podendo ultrapassar 90% no segundo semestre de 2026 (Figura 1).